ESPORTES EM NÚMEROS

NOVOS RECORDES

 

25/12/2005 - Phelps segue como a estrela da natação mundial em 2005

O nadador americano Michael Phelps tentou em 2005 algo quase impossível: vencer provas em um Mundial, disputando até mesmo modalidades que não eram sua especialidade.

Phelps é, desde os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, a grande estrela da natação internacional. Um ano após suas conquistas na capital grega, o nadador se dedicou a aumentar seu currículo, abrindo mão de provas em que é imbatível para disputar medalhas em estilos até então dominados por seus rivais.

Em Atenas, o nadador de Baltimore acumulou um total de oito medalhas, dentre as quais seis de ouro, nos 100 e 200 metros borboleta, 4x200 metros livre e 4x100 metros medley, e 200 e 400 metros medley, além de duas de bronze nos 4x100 metros livre e 200 metros livre, ficando a uma de igualar as sete medalhas douradas obtidas por seu compatriota Mark Spitz nos Jogos de Munique, em 1972.

No Mundial de 2005, disputado em Montreal, Phelps renunciou à disputa de duas provas que tradicionalmente domina: os 200 metros borboleta e os 400 metros medley, e se preparou para disputar os 100, 200 e 400 metros livre, nos quais enfrentaria o australiano Grant Hackett, medalha de prata em Atenas e grande favorito, na ausência do também australiano Ian Thorpe.

Phelps foi, ao lado de Hackett, a grande estrela do Mundial canadense. Ao lado da equipe americana, venceu os três revezamentos, 4x100 e 4x200 metros livres e 4x100 metros medley, além de levar a medalha de ouro nos 200 metros medley e nos 200 metros livre, e a prata nos 100 metros borboleta, quando perdeu para seu compatriota Ian Crocker - este quebrando o recorde mundial -, numa revanche da final olímpica.

Mas Phelps fracassou nos 400 metros livre, primeira categoria em que não chegou à final, e ocupou uma modesta sétima colocação nos 100 metros livre. O americano deu a sensação de chegar ao Mundial em condições piores do que as de Atenas, e de ter testado, sem sucesso, competir em distâncias como os 400 metros, visando os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando pretende superar a marca de Spitz.

Seu rival australiano somou uma medalha a menos, mas o derrotou no confronto direto. Hackett foi considerado o grande vencedor do Mundial, superando ainda o recorde de seu compatriota Ian Thorpe nos 800 metros, que aproveitou esse ano para se recuperar do duro período de preparação para os Jogos de Atenas.

Ele obteve a medalha de ouro nos 400, 800 e 1.500 metros, a prata nos 200 metros livre (atrás de Phelps) e o bronze no revezamento 4x200 metros. O australiano é o primeiro nadador a vencer por quatro vezes consecutivas o título mundial nos 1.500 metros.

Nascido em Gold Coast, Hackett obteve em Montreal seu sétimo título mundial, com apenas 25 anos.

O sul-africano Roland Schoeman foi outro que confirmou o bom momento vivido pela natação de seu país, após a vitória obtida no revezamento 4x100 metros livre nos Jogos de Atenas.

Schoeman venceu as finais dos 50 metros livre e 50 metros borboleta, e obteve a prata nos 100 metros livre. Além disso, foi o primeiro nadador a quebrar a marca dos 23 segundos nos 50 metros borboleta, após bater por duas vezes o recorde mundial da prova ao longo do campeonato.

Outro americano, Aaron Peirsol, subiu por três vezes ao topo do pódio: nos 100 e 200 metros costas, e no revezamento 4x100 metros medley. Peirsol, bicampeão olímpico, venceu no Canadá seu quinto título mundial consecutivo.

As provas femininas foram dominadas pelas australianas e americanas. As primeiras saíram vencedoras de duas provas de revezamento, 4x100 e medley, confirmando sua hegemonia na modalidade.

Já nos 4x200, as americanas relegaram às australianas à segunda posição.

Um dos destaques do Mundial foi, sem dúvida, a nadadora do Zimbábue treinada nos Estados Unidos Kirsty Conventry, que obteve quatro medalhas: ouro nos 100 e 200 metros costas e prata nos 200 e 400 metros medley.

A americana Kate Ziegler obteve a medalha de ouro nas duas provas mais longas do torneio, os 800 metros e os 1.500 metros livre, assim como sua compatriota Katie Hoff, ouro nas duas finais de medley, com apenas 16 anos.

Leisel Jones obteve o bicampeonato mundial nos 100 metros e 200 metros peito, prova na qual bateu o recorde mundial; sua compatriota Jane Edmistone foi a vencedora nos 50 metros peito, enquanto a polonesa Otylia Jedrzejczak quebrou o recorde mundial dos 200 metros borboleta. Já a francesa Laure Manaudou levou o ouro nos 400 metros livre. Solenne Figues foi a vencedora nos 200 livre.

As australianas Lisbeth Lenton e Jodie Henry venceram as provas de 50 e 100 metros livre, respectivamente. O ano terminou com o Campeonato Europeu de piscina curta, realizado em Trieste (Itália), onde a francesa Manaudou quebrou dois recordes mundiais.

Voltar