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NOVOS RECORDES

 

22/01/2006 - Copa do Mundo de Natação: Segundo dia em Berlim.

Assim como ontem, o maior destaque do segundo dia da etapa de Berlim foi o ucraniano Oleg Lisogor. Pela sua característica, seria muito difícil para ele bater o recorde mundial dos 100 peito. Mas a nova regra de ondulação na filipina com certeza o ajudou e quase que ele consegue seu segundo recorde mundial da competição. Passando muito forte - 26.99, seis centésimos abaixo da parcial de Ed Moses da ocasião do recorde -, Lisogor, com 57.67, ficou a 20 centésimos da marca do americano, estabelecida em Estocolmo em 2002. No entanto, ele conseguiu o recorde europeu, que pertencia ao russo Roman Sloudnov (57.73) desde aquela mesma prova em Estocolmo. "Estou totalmente exausto. Queria o recorde mundial, mas o Europeu está ótimo. Nadarei em Moscou mas acho que não conseguirei quebrar recordes lá", disse o ucraniano, que pela performance de ontem nos 50 peito levou o maior prêmio da etapa: um carro Golf VW.

Em segundo, chegou o francês Hugues Duboscq com 59.36. Não mencionamos ontem, mas o tempo que lhe valeu o bronze nos 50 peito (27.19) foi recorde nacional, mesmo feito do esloveno Emil Tahirovic, que foi prata com 27.12.

Outro que foi atrás de um recorde mundial, este apoiado pela torcida local, foi Thomas Rupprath nos 50 costas. "O recorde mundial era possível, mas eu saí errado da virada", se desculpou o alemão após seu 23.59, 32 centésimos acima de sua marca mundial. Foi a 16ª vitória de Rupprath na etapa alemã desde sua primeira aparição em 1999, quando venceu os 50 e 100 costas. De acordo com ele, em um dia perfeito, "um sub-23 é possível". Mas hoje ele quase não consegue o ouro, chegando apenas dois centésimos antes do americano Randall Bal. O terceiro colocado, o americano Peter Marshall, anunciou que irá raspado para a etapa de Nova York. Ele está em terceiro lugar na colocação geral da Copa do Mundo, apenas dois pontos à frente de Kaio Márcio, e quer garantir seu prêmio, pois sabe que o brasileiro vem forte para a etapa de Belo Horizonte.

Assim como ontem, o Japão foi o país que mais venceu. Com os quatro ouros de hoje, são oito no total - o dobro do país anfitrião. No feminino, Maiko Fujino (400 medley, 4:32.98) e Yuko Nakanishi (200 borbo, 2:05.84) não tiveram dificuldades para repetir suas vitórias da etapa de Estocolmo, semana passada. O mesmo fez Hidemasa Sano, nos 200 medley masculino (1:56.22).

Mas Ai Shibata não teve facilidades nos 400 livre. Na realidade, a prova não é muito a praia da campeã olímpica dos 800 livre, mas a grande concorrência a fez nadar no limite. A inglesa Melanie Marshall, recém-recordista européia dos 200 livre, liderou até os 250m, quando a americana Rachel Komisarz, a romena Camelia Potec e Shibata assumiram a prova, que permaneceu indefinida até o final, quando Potec caiu e Shibata mostrou mais gás para fazer um bom 4.02.92.

Aliás as provas de livre de hoje, assim como ontem, foram bastante acirradas. Os 200 livre masculino foi uma prova de ninguém, com o polonês Pawel Korzeniowski ultrapassando o alemão Paul Biedermann no fim para ganhar com 1:45.10. Apenas 79 centésimos separaram os cinco primeiros colocados! Por falar em Biedermann, hoje não foi mesmo seu dia dourado. Nos 1500, em uma caça frenética ao chinês Lin Zhang, não mais que uma braçada os separaram por toda a prova, mas Zhang soube segurar para vencer com 14:36.12. Como consolo, Biedermann bate o recorde nacional com 14:36.70 que pertencia a Jorg Hoffman desde o mundial de curta de 1997.

O prêmio de rainha da regularidade por enquanto vai para a holandesa Marleen Veldhuis. São quatro vitórias nos 100 livre no circuito em cinco etapas disputadas. Seu melhor tempo foi 53.17 e o pior, 53.28. Hoje, a vitória veio com 53.20.

Os mais atentos puderam notar algo atípico nos 200 peito feminino. A vitória foi para a chinesa Nan Luo com 2:21.90, fazendo a dobradinha com Wang Qun (2:22.27). O detalhe é que Qun tem apenas 12 anos! Ainda mais impressionante quando se percebe que ela tirou mais de um segundo para Luo apenas nos últimos 25 metros! O técnico dos peitistas da seleção chinesa, Wang Zemin, declarou que a atual geração chinesa quer apagar de vez os escândalos de doping da década passada. "Podemos prometer que temos uma política humanitária com todos os atletas. Não há nenhum tipo de abuso. Eles estão limpos e cuidamos muito bem deles".

Outros vencedores: a americana Tara Kirk (50 peito, 30.52), o russo Evgenyu Korotyshkin (100 borbo, 51.31), a ucraniana Kateryna Zubkova (100 costas, 58.76), o americano Nicholas Brunelli (50 livre, 21.63), a bielo-russa Alexandra Herasimenia (100 medley, 1.00.30), o americano Randall Bal (200 costas, 1.52.53) e a sueca Anna-Karin Kammerling (50 borbo, 25.85).

Poliana Okimoto terminou na 24ª posição nos 400 livre com 4:20.64. Conrado Chede, que completou 19 anos ontem, foi o 16º nos 1500 com 15:26.28. Jorge Augusto de Azevedo foi 12º nos 100 borbo com 53.39, empatado com o lituano Emilis Vaitkaitis. O Brasil vai para a próxima etapa, em Moscou, nos dias 25 e 26, com Fernando Silva, Fabíola Molina, Jáder Souza e Luiz Lima, com o técnico Marcelo Vaccari.

A Coréia não enviou representantes a Berlim e por isso deve sofrer alguma punição, já que sedia uma das etapas e deve enviar pelo menos quatro nadadores a cada uma das etapas. A Austrália provavelmente não enviará nadadores a Nova York por causa da seletiva para os Jogos da Comunidade Britânica e também terá problemas com a FINA.

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Fonte: Swim It Up! Online

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